Como cuidar do desenvolvimento rentável do milho segunda safra, desde o pré-plantio até a colheita.
Foi-se o tempo em que o plantio de milho segunda safra era considerado uma produção secundária e menos expressiva na agricultura brasileira.
Atualmente, a segunda safra de milho ganhou relevância significativa, tornando-se parte integral do cenário agrícola do País.
O Brasil está entre os maiores produtores de milho do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e da China.
São cerca de 115 milhões de toneladas produzidas anualmente, que serve tanto para abastecer o mercado interno como para exportação. Além disso, o milho desempenha papel importante na nutrição de animais de corte e de leite.
Reconhecer a importância do milho como alimento e impulsionador da economia é essencial. Contudo, também é necessário direcionar a atenção para os percalços que impactam no desenvolvimento e na rentabilidade dessa cultura.
Ao considerarmos os desafios impostos pelas mudanças de clima, os híbridos de milho enfrentam adversidades notáveis em seu cultivo.
Nesse contexto, surge um ponto de atenção para a safra 23/24: o fenômeno El Niño.
Essa ocorrência climática, amplamente discutida, representa uma variável significativa que pode agravar, sendo mais um obstáculo que os agricultores irão enfrentar, exigindo uma abordagem estratégica e assertiva para garantir o sucesso do cultivo de milho.
E é a partir disso que iremos abordar como lidar com aspectos importantes para o desenvolvimento rentável do milho segunda safra, desde o pré-plantio até a colheita.
Aproveite a leitura!
Época de cultivo do milho safrinha
A primeira pergunta a se fazer é: qual seu objetivo com a plantação? Silagem, grãos ou milho-verde? Independentemente da resposta, a escolha da melhor época para o plantio deve levar em consideração o sistema de cultivo e o que se pretende através dele.
Outro ponto importante é a condição climática. Ela é uma das maiores responsáveis por definir o melhor período para o plantio de milho segunda safra.
Isso porque a temperatura, a falta ou o excesso de chuvas e a luminosidade são essenciais para o bom desenvolvimento.
Nas regiões Norte e Nordeste, a safrinha geralmente é plantada entre janeiro e junho. Já nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, o plantio ocorre de janeiro a março.
O que influencia o plantio?
A época de plantio do milho safrinha é influenciada por diversos fatores, que incluem histórico de precipitação, latitude, altitude, tipo de solo etc., e esses fatores interferem na escolha do híbrido.
Normalmente, a semeadura começa em janeiro, mas, como citado, em algumas regiões, devido às altas temperaturas do primeiro mês do ano, é mais indicado iniciar em fevereiro.
O ciclo de um híbrido de milho na segunda safra normalmente dura cerca de um mês a menos que o cultivo desse mesmo germoplasma na primeira safra (verão). Isso se deve por conta da maior radiação solar e da temperatura, principalmente na fase de enchimento dos grãos.
Portanto, é indicado o plantio de híbridos com ciclo mais tardio na janela de abertura de semeadura para que esse germoplasma não seja exposto a condições climáticas adversas na definição do potencial produtivo (principalmente no pendoamento e enchimento de grãos).
Os híbridos de milho com maior estabilidade/rusticidade são os mais recomendados para regiões com riscos de secas ou geadas intensas.
A irrigação é outro fator determinante para a produtividade da segunda safra. Sem irrigação, o milho 2ª safra não pode ser cultivado em todas as regiões do Brasil.
Quando um híbrido é plantado no final da época recomendada, tem sua produtividade diretamente afetada pelo regime de chuvas, além da radiação solar e da temperatura, principalmente na fase final de seu ciclo.
Condições ideais para plantio de milho segunda safra
Temperaturas excessivamente baixas ou altas podem diminuir a taxa de germinação, sendo a faixa de 25 °C a 30 °C considerada ideal para o cultivo.
É de suma importância que o agricultor compreenda os fatores que exercem influência no desenvolvimento da cultura do milho segunda safra. Entre eles, destacam-se a precipitação e a temperatura. Essas variáveis desempenham papéis cruciais na produtividade.
O déficit hídrico pode impactar em diversos estágios, principalmente no início da floração, onde existe a maior demanda por água. A falta de água no enchimento de grãos também pode prejudicar significativamente. Se isso ocorrer, a redução na produção de carboidratos e na diminuição do teor de matéria seca nos grãos é muito significativa.
O clima pode representar tanto um desafio quanto uma vantagem para os agricultores.
Identificar variações nas condições meteorológicas e entender qual a tendência de comportamento climático é fundamental para auxiliar na escolha do germoplasma. Escolher a genética mais adaptada ao ambiente produtivo é a forma mais inteligente de explorar rentabilidade.
Manejo de pragas e doenças
Dessecação antecipada é uma ferramenta muito significativa no controle de patógenos fúngicos, insetos e plantas daninhas para iniciar com a cultura no limpo.
O tratamento de sementes também é imprescindível, bem como a rotação de culturas com espécies que não hospedam as doenças do milho.
O manejo de doenças na cultura do milho necessita de uma abordagem ampla, envolvendo genética associada com manejo. A eficiência no controle de doenças na cultura do milho é maximizada quando mais de uma estratégia é adotada.
Para potencializar a produtividade de um germoplasma de milho, é aconselhável entender sua tolerância genética para as principais doenças e complementar com manejo para aqueles patógenos que o híbrido apresenta menor tolerância. Outro fator que influencia significativamente é relacionado a boas práticas agronômicas e, nesse contexto, precisa evitar é o plantio consecutivo de milho na mesma área para evitar alta pressão de doenças.
A cigarrinha do milho (Dalbulus maidis) vem impactando expressivamente o cultivo dessa cultura no Brasil. É necessário adotar mais de uma ferramenta para conviver com essa praga: escolha de germoplasma com maior tolerância, manejo de milho na entre safra (vazio sanitário) e aplicação de inseticidas pela monitoração do inseto adulto da cigarrinha sendo presença/ausência, ou seja, se estiver presente aplica.
O controle de plantas invasoras e pragas é igualmente relevante, assim como a adubação equilibrada, a moderação na irrigação e a eliminação de restos culturais.
A escolha do melhor híbrido
Sem sombra de dúvidas, a escolha do germoplasma é um dos passos mais importantes para obter alta produtividade na segunda safra.
Semente com tecnologia de proteção, aliada a boas práticas de conservação do solo, pode proporcionar mais segurança e rentabilidade ao agricultor.
Em especial, a escolha do híbrido de milho para a segunda safra deve ser criteriosa, porque é necessário minimizar os riscos com déficit hídrico e/ou geada durante seu cultivo por meio da escolha do híbrido associado à época de semeadura.
Com as sementes de milho da NK, o agricultor tem a certeza de estar adquirindo sementes de milho para plantio de alta qualidade, aliado à genética e tecnologia para melhorar a rentabilidade da lavoura.
O momento da colheita
Você sabe identificar quando o milho está pronto para a colheita? Fisiologicamente, é quando o grão do milho cessa translocação de fotoassimilados com a planta mãe, ou seja, na prática a base de inserção do grão com o sabugo fica com uma coloração escura.
Para o agricultor, a partir da maturação fisiológica, é importante monitorar a umidade do grão para a tomada de decisão de entrar colhendo. Essa decisão depende de sua capacidade para secagem dos grãos. Em geral, quando o clima é favorável para perder umidade naturalmente, o agricultor espera o máximo para colher próximo de 13% de umidade, temperatura ideal para armazenagem.
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