Milho verão: manejo pré-plantio para uma safra mais produtiva  

Sementes NK

Especialista em Milho

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Toda safra começa muito antes do plantio. O manejo pré-plantio no milho verão é o que define o solo em que a raiz vai se estabelecer, livre da pressão de daninhas, pragas, doenças e nematoides na fase mais vulnerável da lavoura.  Neste conteúdo, conheça as práticas agronômicas que reduzem custos, aceleram operações e sustentam produtividade do milho verão, seguindo a rotina de campo: correção e nutrição do solo, manejo integrado de nematoides e plantas daninhas e tratamento de sementes.  Continue a leitura e entenda como planejar cada etapa do pré-plantio para colher uma safra de verão mais uniforme, sadia e rentável! 

Cuidado com o solo: o ponto de partida do manejo pré-plantio do milho verão 

Toda decisão de manejo na safra se apoia no solo. O milho verão é semeado no início do período chuvoso e depende de uma estrutura física e química bem preparada para responder ao manejo.   O foco deve estar no cuidado com o solo, apoiado em três frentes: plantio direto, correção do solo e nutrição balanceada. 

Plantio direto: cobertura como base do sistema 

O plantio direto sustenta toda a preparação que vem a seguir. Uma cobertura vegetal bem formada protege o solo do impacto das chuvas de primavera, mantém a temperatura estável na camada superficial, conserva a água no solo e incrementa a matéria orgânica e a atividade biológica benéfica que sustentam a safra.   Para chegar ao plantio do milho verão com o sistema funcionando, três pontos merecem atenção: 
  • Palhada de qualidade e quantidade: priorizar culturas de cobertura ou restos culturais que gerem volume adequado de matéria seca, com boa relação C/N para persistir na entressafra; 
  • Ausência de revolvimento: manter o solo estruturado e a atividade biológica ativa, condição para que calagem, gessagem e adubação expressem seu potencial; 
  • Rotação de culturas: diversificar espécies para quebrar ciclos de pragas, doenças e nematoides, além de melhorar a ciclagem de nutrientes. 
Com o sistema estabelecido, a próxima etapa é a correção do solo e da fertilidade. 

Correção do solo: calagem e gessagem 

A análise de solo é o ponto de partida e cumpre três objetivos centrais: identificar limitações químicas ao desenvolvimento radicular, quantificar a disponibilidade de nutrientes para dimensionar a correção do solo (calagem e gessagem), adubação de base e de cobertura; e mapear a variabilidade dos talhões, para um manejo mais preciso.  Para orientar a calagem, alguns parâmetros são chave na leitura do laudo. O alumínio trocável funciona como indicador direto de toxidez que limita o crescimento radicular, enquanto a saturação por bases é a referência para calcular a necessidade de calcário, ajustada à cultura. Por fim, a matéria orgânica condiciona a retenção de nutrientes e a atividade biológica do solo.  Trator realizando a calagem do solo
Em áreas com histórico de baixa saturação por bases ou alumínio elevado em subsuperfície, é necessário avaliar também a correção da camada mais profunda do solo por meio da gessagem.  A gessagem complementa a calagem, ajudando a construir perfil e aprofundar o sistema radicular, o que se traduz em uma maior tolerância aos veranicos e a melhorar o aproveitamento da adubação pelas plantas. 

Adubação do milho verão 

A adubação do milho verão deve ser dimensionada pela produtividade esperada. A lógica é simples: cada tonelada de grão produzida retira uma quantidade conhecida de nutrientes do solo, e a reposição precisa acompanhar esse ritmo para manter a fertilidade ao longo das safras.   Quanto maior o teto produtivo, maior a exportação e, consequentemente, maior a necessidade de reposição via adubação de base e cobertura.  A ordem de extração de nutrientes pela cultura (planta inteira) é: 
  1. Nitrogênio (N); 
  2. Potássio (K); 
  3. Cálcio (Ca); 
  4. Magnésio (Mg); 
  5. Fósforo (P); 
  6. Enxofre (S). 
Além disso, no milho verão, a definição de fontes de nutrientes e a estratégia de parcelamento ganham peso adicional em função das chuvas frequentes da estação.   O nitrogênio, altamente móvel no solo, é o mais suscetível a perdas por lixiviação em ureia convencional aplicada em superfície, especialmente em solos arenosos. Fontes protegidas (como ureia com inibidor de urease ou fontes estabilizadas) e o parcelamento em cobertura minimizam essas perdas e alinham a disponibilidade do nutriente aos picos de demanda da planta.  

Nematoides: os inimigos ocultos das raízes 

Cuidar do solo, no entanto, vai além de corrigir acidez, equilibrar nutrientes e planejar a adubação. Mesmo em áreas onde essa base foi bem construída, existe uma ameaça que age de forma oculta: os nematoides.  As raízes danificadas por esses fitoparasitas não conseguem aproveitar a água e os nutrientes disponíveis no solo, e boa parte do investimento em calagem, gessagem e adubação se perde silenciosamente.   Por isso, o manejo de nematoides no milho verão precisa entrar com a mesma prioridade da correção e adubação do solo.  Os nematoides do gênero Pratylenchus (nematoides das lesões radiculares) e Meloidogyne (das galhas), entre outros, frequentemente vêm de áreas de soja infestadas e encontram no milho um hospedeiro alternativo, mantendo altas populações no solo ano após ano.  Porém, como os sintomas de nematoides no milho aparecem tarde, o diagnóstico precisa começar pelo monitoramento sistemático da área. 

Passo a passo da amostragem de nematoides

  1. Planejamento e delimitação: amostrar durante o ciclo da cultura anterior, com raízes ativas e solo em condição de umidade adequada, subdividindo o talhão em glebas homogêneas quanto a solo, histórico e produtividade, e amostrando separadamente reboleiras suspeitas; 
  1. Coleta em campo: percorrer a gleba em ziguezague, retirando de 10 a 20 subamostras por área homogênea na camada de maior concentração radicular, recolhendo solo e raízes juntos (raízes finas são as mais informativas); 
  1. Acondicionamento e envio: armazenar em sacos plásticos identificados, mantendo à sombra, e encaminhar rapidamente ao laboratório solicitando identificação de espécies e quantificação populacional. 
Com o diagnóstico em mãos, o produtor decide o nível de intervenção necessário, mas sempre cuidando do manejo preventivo de nematoides. Sempre usar sementes de áreas limpas e higienizar máquinas e implementos que vêm de talhões infestados para evitar a introdução e dispersão dos nematoides nos talhões.  O passo seguinte é olhar para o que compete com o milho acima do solo. 

Plantas daninhas: a competição que começa antes da emergência 

Se os nematoides comprometem o que a planta acessa abaixo do solo, as plantas daninhas atacam por outra frente, competindo pelos mesmos recursos que a lavoura precisa para se estabelecer.   A presença dessas invasoras resulta em maior disputa por nutrientes, água e luminosidade, prejudicando o desenvolvimento e o rendimento da lavoura.  Matocompetição em lavoura de milho
No milho verão, o impacto é ainda mais sensível: a cultura tem estabelecimento inicial rápido, mas também é altamente vulnerável à competição nos primeiros 30 a 40 dias, período em que o estande e o potencial produtivo estão sendo definidos.  Além da disputa direta por recursos, essas espécies funcionam como hospedeiras de pragas iniciais, como o percevejo-barriga-verde e a cigarrinha-do-milho, ampliando o risco de perdas por transmissão de fitopatógenos e por dano direto ao estande. 

Como estruturar o manejo antecipado de daninhas no milho verão 

Após a colheita ou a dessecação da cultura antecessora, é fundamental o planejamento do manejo antecipado de daninhas no pré-plantio do milho.   A aplicação bem planejada de herbicidas antes do plantio proporciona um ambiente livre de competição para o estabelecimento do milho. Essa prática minimiza a interferência das invasoras, reduz o banco de sementes, simplifica o controle posterior, potencializa o crescimento inicial e auxilia no manejo de pragas, doenças e nematoides que utilizam as daninhas como hospedeiras.  Alguns pontos determinam o desempenho da operação: 
  • Pulverizadores revisados e calibrados são pré-requisito para deposição adequada do herbicida no alvo; 
  • Solo úmido favorece a infiltração do produto, ativando e conduzindo os herbicidas até as sementes das plantas daninhas antes da germinação; 
  • A velocidade do vento deve ficar entre 3 km/h e 6,5 km/h, sem nunca ultrapassar 10 km/h, para evitar deriva; 
  • Ausência de chuva iminente, para que haja tempo do produto agir sem ser lavado. 
É recomendável sempre procurar a assistência de um engenheiro agrônomo para recomendação de produtos, com foco específico nas plantas daninhas presentes no talhão, principalmente quando o assunto é o prazo mínimo entre a aplicação do herbicida e o plantio do milho, e para entender se o híbrido possui alguma sensibilidade a produtos, seja de pré ou pós-emergência.  Preparado o ambiente abaixo e acima do solo, é chegada a hora do plantio e nessa etapa é essencial que a semente chegue ao campo com a proteção necessária para expressar seu potencial genético. 

Tratamento de sementes industrial (TSI): a proteção que já sai da fábrica 

Solo corrigido, nematoides monitorados e área limpa criam o ambiente, mas a semente ainda precisa atravessar a fase mais crítica do ciclo: a emergência. É nesse intervalo que pragas iniciais como lagarta-elasmo, cigarrinha-do-milho e percevejo-barriga-verde, somadas a doenças iniciais de solo e de parte aérea, podem comprometer o estande antes de qualquer intervenção em campo.   O tratamento de sementes industrial é uma das ferramentas mais precisas para atravessar essa janela com estande estabelecido e uniforme: 
  • Proteção desde o plantio contra pragas e doenças iniciais; 
  • Praticidade com aplicação precisa realizada industrialmente, entregando sementes prontas para o plantio ao produtor; 
  • Arranque inicial mais forte: a combinação de inseticidas e bioativadores promove o desenvolvimento radicular, resultando em um estabelecimento mais vigoroso e uniforme. 
No plantio do milho verão, o tratamento de sementes com produtos químicos e/ou biológicos é uma prática fundamental. E é nesse ponto que entram as soluções tecnológicas da Syngenta.  Tratamento de sementes de milho

Soluções Syngenta para o pré-plantio do milho verão 

Em se tratando de soluções para o tratamento de sementes de milho, a Syngenta lançou VICTRATO®, que oferece proteção incomparável, da semente à planta jovem.   Formulado com a exclusiva TYMIRIUM® technology, VICTRATO® entrega um proteção em quatro dimensões: 
  • Proteção acima do solo: proteção única contra o complexo de doenças na fase inicial; 
  • Proteção abaixo do solo: controle de todos os nematoides fitopatogênicos com choque e residual; 
  • Simplicidade: baixa dosagem, compatível com biológicos e fácil de aplicar; 
  • Sustentável: mantém a atividade microbiológica do solo. 
Ensaios de campo em mais de 260 áreas no Brasil mostraram que VICTRATO® proporciona ganhos médios de +11 sacas por hectare no milho.  Outra solução do portfólio da Syngenta para o tratamento de sementes de milho é FORTENZA® Vip Turbo, que contempla os produtos: 
  • FORTENZA® e Cruiser® 600 FS para controle de sugadores e mastigadores; 
  • MAXIM® Quattro para proteção contra fungos de semente e de solo; 
  • EPIVIO® Vigor, bioativador que proporciona um arranque inicial vigoroso e melhor enraizamento. 
Além da consistência no controle de pragas acima e abaixo do solo e doenças iniciais, FORTENZA® Vip Turbo melhora a tolerância do milho aos estresses abióticos, como seca, frio, calor e fitotoxicidade. 

A genética NK leva ao produtor o pacote de proteção Syngenta junto aos melhores híbridos para a safra verão 

Toda a construção que começa no cuidado com o solo, passa pelo monitoramento de nematoides, pelo controle antecipado de daninhas e pelo tratamento de sementes só se traduz em produtividade quando a genética responde ao ambiente  Na Sementes NK, o produtor encontra híbridos de alto desempenho, adaptados às diferentes regiões de cultivo do milho verão, já entregues com o pacote de proteção Syngenta embarcado no tratamento industrial.  Essa combinação entre genética de confiança e tecnologia para proteção de sementes referência permite que a semente chegue ao campo pronta para transformar o manejo pré-plantio em mais produtividade e qualidade ao final da safra.  Quem colhe bem, escolhe NK. Confira o portfólio completo da Sementes NK! 

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