Silagem de alta energia: como proteger o enchimento de grãos?

Sementes NK

Especialista em Milho

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Entenda por que proteger o enchimento de grãos com um manejo fitossanitário robusto contribui para uma silagem de qualidade

Na produção de silagem de milho, o sucesso não é medido apenas em volume de massa verde, mas em qualidade bromatológica. O objetivo final é produzir um volumoso com máxima densidade de energia (amido) e alta digestibilidade, fatores que se convertem diretamente em produção de carne ou leite.    

O que muitos produtores não percebem é que o “cofre” onde essa energia é depositada só é preenchido no terço final do ciclo da cultura. Este período, conhecido como enchimento de grãos, é a janela de tempo mais crítica do milho para silagem. 

Por isso, proteger a planta nessa fase tão delicada é essencial para a produção de uma silagem de alta energia e qualidade. 

Neste conteúdo, entenda como as doenças podem impactar a fase de enchimento de grãos, e como um manejo fitossanitário estratégico é essencial para proteger o acúmulo de amido e garantir a máxima rentabilidade da sua silagem. 

O risco: quando a sanidade falha na fase crítica 

A janela de enchimento de grãos é um dos períodos de maior vulnerabilidade do milho. É nesta fase que o produtor pode perder todo o potencial energético construído ao longo da safra, se não manejar corretamente as doenças. 

O dano causado por essas doenças é um efeito dominó que destrói a capacidade da planta de produzir energia e, consequentemente, de encher seus grãos. 

O ataque às folhas 

As doenças foliares são “ladrões de fotossíntese”. As lesões necróticas destroem a área foliar verde, que é o motor da planta. Em híbridos suscetíveis e sob condições favoráveis (calor e umidade), a ferrugem, por exemplo, é uma doença devastadora. As perdas de produtividade podem superar os 50%. 

Lavoura de milho com folhas amareladas e manchadas, sintoma de doença foliar.

A reação em cadeia 

Com a “fábrica” fotossintética (as folhas) falhando, a planta não consegue mais gerar a energia (carboidratos) necessária para enviar aos grãos. 

Isso leva à senescência precoce. Em desespero para encher os grãos (que são o dreno principal de energia), a planta começa a redirecionar as reservas de seus próprios tecidos, especialmente o colmo. 

Ao retirar as reservas de energia do colmo, a planta torna-se fisicamente fraca, com menor integridade estrutural, criando uma porta de entrada para patógenos oportunistas (como Fusarium, Diplodia, etc.), que causam as podridões de colmo. 

Leia também: Plantabilidade de milho safrinha: dicas para melhorar a semeadura e aumentar a produção 

A “fábrica de amido”: o que estamos protegendo? 

Para entender a gravidade do risco das doenças durante a fase de enchimento de grãos, precisamos entender o que acontece na “fábrica de amido” que as doenças atacam. 

Vasta plantação de milho verde em fase de pendoamento, com montanhas e sol ao fundo.

A fase de enchimento dos grãos de milho começa efetivamente em R2 (grão leitoso), quando o grão, com cerca de 85% de umidade, começa a acumular amido no seu interior. 

Logo após, em R3 (grão pastoso), o acúmulo de amido se intensifica, e o fluido interno adquire uma consistência pastosa. A umidade do grão já cai para aproximadamente 70%. 

As fases mais críticas para o ganho de amido são os estágios R4 (grão farináceo) e R5 (formação de dente). Nesses estágios, ocorre uma deposição rápida e intensa de amido 

O grão se torna farináceo e, posteriormente, a acumulação de amido sólido no topo forma a depressão característica conhecida como “dente”. A umidade, nesse ponto, já diminuiu para cerca de 55%. 

O processo é finalizado em R6 (maturidade fisiológica), quando a formação da “camada preta” na base do grão cessa o transporte de nutrientes, e a planta atinge sua maturidade fisiológica e seu máximo acúmulo de matéria seca. 

Tabela: fases do enchimento de grãos do milho (R2 a R6) 

Tabela das fases do enchimento de grãos (R2 a R6) do milho

 O objetivo estratégico é, portanto, manter a planta saudável e fotossinteticamente ativa pelo maior tempo possível para que ela complete seu ciclo e acumule o máximo de amido durante a fase de enchimento de grãos. 

Entretanto, vale destacar que a colheita do milho para silagem não se dá no estágio R6. O estádio de colheita ótimo corresponde ao farináceo-duro, momento em que o grão de milho representa cerca de 35% da matéria seca da forragem 

É nesse momento que a lavoura atinge seu pico de produção de matéria seca por hectare, e a umidade da planta está no nível perfeito para garantir uma fermentação de qualidade e a correta conservação da silagem. 

Leia também: Planejamento de safrinha: o que é, como fazer e benefícios 

Manejo fitossanitário do milho para uma silagem de alta qualidade

Proteger o enchimento de grãos exige um manejo integrado. A defesa da rentabilidade da silagem se baseia em três ações estratégicas. 

1. A fundação genética: sanidade e “stay-green”

O manejo fitossanitário do milho começa na escolha do híbrido. É fundamental selecionar materiais que tenham um robusto pacote tecnológico contra as principais doenças do milho. 

Híbridos com bom “stay-green” (a capacidade de manter folhas e colmo verdes enquanto os grãos amadurecem) também são cruciais. Essa característica amplia a janela de colheita e garante que a planta continue trabalhando por mais tempo, maximizando o acúmulo de amido.   

2. A nutrição como pilar

A produção de silagem extrai significativamente mais nutrientes do solo do que a produção de grãos, especialmente Nitrogênio (N) e Potássio (K).  

Por isso, um alto investimento em fertilização no milho para silagem é capaz de não só aumentar a produção de matéria seca, mas também de dar o aporte necessário que a planta precisa na fase de enchimento de grãos, contribuindo para a colheita de uma silagem de maior qualidade. 

Gráfico de linha "Amido (%) x População (x1.000 plantas/ha)", comparando médio e alto investimento em fertilização para milho para silagem.
Variação do teor de amido em um manejo de médio investimento e alto investimento em fertilização de milho para silagem. Fonte: Syngenta Seeds.

Além disso, estudos indicam que a nutrição adequada do milho para silagem, contribui, inclusive, para uma melhor qualidade e digestibilidade da silagem. No final, isso se traduz em um melhor desempenho animal.

Gráfico de linha "Produção Leite (T/ha) x População (x1.000 plantas/ha)", comparando médio e alto investimento em fertilização para milho para silagem.
Variação da produção de leite em um manejo de médio investimento e alto investimento em fertilização de milho para silagem. Fonte: Syngenta Seeds.

Por fim, não podemos deixar de destacar que uma planta bem nutrida é mais resiliente às doenças.

3. A proteção ativa com o uso de defensivos

Além da escolha do híbrido e da nutrição adequada, outra ferramenta muito importante para o manejo fitossanitário do milho para silagem é o uso de defensivos. 

Estudos agronômicos comparando lavouras com e sem aplicação de fungicida (em V6 e VT) demonstram que o manejo fitossanitário com defensivos (fungicidas) contribui para: 

– maior acúmulo de amido (%) nos grãos; 

– maior produção de Matéria Seca (MS) por hectare; 

– melhora a qualidade nutricional da silagem, elevando o NDT (Nutrientes Digestíveis Totais); 

No final, esse ganho de sanidade se traduz diretamente em mais rentabilidade para o produtor, contribuindo para uma maior produção de leite e carne.   

Sementes NK: rentabilidade com genética e tecnologia 

Tendo em vista essas ações estratégicas, a Sementes NK se posiciona como a parceira da sua rentabilidade, entregando um portfólio que une genética e tecnologia para quem busca os melhores resultados na produção de silagem e grãos. 

Nossos híbridos de milho são desenvolvidos para alta performance, com foco em sanidade e estabilidade produtiva. O portfólio NK inclui híbridos de dupla aptidão (grãos e silagem), que se destacam pela máxima rentabilidade e qualidade de silagem, aliando potencial produtivo à proteção contra doenças foliares e enfezamentos. 

Mais do que sementes, a NK entrega a confiança e a tecnologia necessárias para transformar o potencial da sua lavoura em uma silagem de qualidade superior. 

Para uma silagem de excelência, escolha NK! 

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